Solitude, darkness and love


"I don't wanna admit, but we're not gonna fit"

domingo, 15 de julho de 2012

Erotica: Lolito de Marte 02



- Eaí, você me pegava?
- Acho que sim. – Fitei Roger dando um banho de perfume – o meu perfume – por todo o corpo, várias vezes.
- Ah, é claro que você me pegava. Eu tenho o pau mais gostoso dessa cidade.
- Claro, e é por isso que a maioria das pessoas tem medo de transar com você.
- É sério, Julien. Você me pegava?
- Roger, você deveria fazer teste vocacional pra homossexualidade. Uma hora me convence.
- Isso é uma pergunta para o meu melhor amigo, sinta-se honrado.
- Eu não.
Coloquei meu par de sapatos sociais e me levantei da cama. Empurrei Roger espaçoso para um lado e passei outro perfume. Não gostaria que tivessem uma ideia errada sobre a mesma fragrância em duas pessoas – duas pessoas tão unidas, quero dizer.
Era seis e meia da tarde, e eu já estava arrependido. Eu chegaria no meio de toda aquela gente olhando pra mim e pensando “Olha só, o carneirinho do John!”. E era exatamente John que seria o meu acompanhante do baile. Eu estava completamente inseguro, e estava sendo completamente idiota. John provavelmente passaria de carro com as pessoas que costumavam serem minhas amigas e me chamando de veado para Deus e o mundo. Que ótimo. Se não fosse Roger enchendo o meu saco, eu afundaria a minha cara no chão e entraria em hibernação no meu quarto por umas duas semanas, saindo só para roubar comida da geladeira de madrugada.
Claire enfim saiu do seu quarto e foi nos assombrar com sua alegria atrevida. Claire – para você que ainda não a conhece – era minha irmã mais nova. Tinha dezesseis anos, mas um corpo de dezoito. Ainda acredito que seu corpo era mais curvilíneo do que o de Lilin. Possuía um sorriso infantil e natural – apesar do fato de que não era natural, na maioria das vezes, estava apenas sendo educada ou simpática -, e com as pessoas que amava era grossa, desleixada e desbocada como uma mulher quarentona experiente. Claire tinha os cabelos muito pretos e lisos, com uma franja que ajudava no seu disfarce infantil, os cílios longos e sempre cheios de rímel, as sobrancelhas levemente grossas e o rosto em losango. Tinha queixo e nariz pueris, e apenas os olhos escuros como as madeixas revelavam sua maliciosidade – imperceptível para muitos. Ainda que usasse na maior parte do tempo um estilo Homeless-Chic, ou de uma pequena roqueira que endeusava Kurt Cobain – e ela de fato endeusava –, seu ar gracioso e extremamente feminino nunca se desvencilhava dos seus gestos e da sua fala.
Em suma, Claire era uma perfeita ninfeta.
- Vocês estão parecendo os secretários do papai. – ela bocejou e se jogou na cama como uma leve bailarina.
- Obrigado, Claire. – afiei o olhar para ela, mas ela pouco se importou.
- Julien, você não acha que a bunda do Roger está maior?
- Está? – ele se virou do espelho para nos fitar, espantado, como se fosse uma grande revelação a ser compartilhada.
- Claire, tudo o que sai da sua boca é lixo?
- Não mais do que o que entra na sua.
- Veja quem está falando, a garota que se apaixona por todo mundo. Até por um poste, se ele disser que te ama.
- Vá se foder.
- Como está aquele seu namoradinho... – Roger tentou se lembrar, o que não era o forte dele.
- Alfie?
- É, esse. – Fiquei contando na cabeça os últimos do mês, ou da semana.
- Ele estava chato. Andava de gracinhas com uma garota virtual. Todo o nosso namoro se baseava nele, e eu estava cansada de bancar a responsável pela relação.
- E então?
- Mandei ele tomar no cu, e espalhei pra toda a escola que ele broxava na hora H. Ele ainda me ameaçou de vingança! Acreditam? – ela gargalhou. – Mas eu já trepei com todos os amigos dele, que aliás são muito mais gostosos. Eles me amam, e podem quebrar a cara de Alfie de porrada ao estalar dos meus dedos.
- Não sabia que você estava com essa bola toda. – Não evitei sorrir.
- E nem estou. – Ela pulou para pegar uma lixa de unha do meu criado-mudo e voltou a se aconchegar nos travesseiros, e então fez uma pequena expressão de tristeza. – Duas amigas que eu amava muito me abandonaram na primeira oportunidade. A Cecília, uma baixinha e gorda de chapinha escrota, e a Raquel, outra baixinha metida a indie que acredita em tudo o que falam.
- Ninguém está falando com você? – Roger se deitou ao seu lado e colocou o braço grande e forte atrás da sua cabeça, como um verdadeiro irmão faria. Agora, sem malícia alguma, Claire realmente estava mais para uma menininha do que para uma adolescente roqueira mal compreendida.
- Falam sim, poucos, mas falam. Só que não confio em mais ninguém de lá. Exceto a Lilin.
Roger e eu pulamos da cama.
- A cadela?
- A prostituta sem preço?
- Ei! Ei! Ei! Podem parar com a putaria aqui. Lilin nunca me abandonou em momento algum. Gosto dela porque ela consegue ser mais forte no meio de toda aquela gente influenciável. E apesar de estar no terceiro ano, nos identificamos muito...
- Mas ela...
- Olha, ela pega um bando de caras sim, mas aquele papo do treinador é tudo fofoca mal contada. O treinador é o pai dela, vocês não sabiam?
- Bem... Até onde eu vi, as provas constavam que ela estava pagando o maior...
- Não, não estava. Ela foi falar com ele quando ele estava se trocando no vestiário. Foi só isso.
- Mas e a “limpadinha de boca”?
- Limpadinha do que, caralho?
- De boca?
- Quantas pessoas você já viu que tem essa mania de ficar pegando ou lambendo a boca?
- Muitas. – Respondeu Roger. – É, estávamos enganados, afinal.
- Sim, estavam. – Ela se agarrou em Roger e ficou como um ursinho de pelúcia perto de toda aquela montanha muscular.
- Meu bebê, eu preciso ir. E pare de bagunçar meu cabelo. – Roger falou numa tonalidade carinhosa na voz, não que aquilo precisasse de grande esforço da parte dele.
- Não precisa não, fica aqui comigo. – Ela ronronou, se aconchegando perto da sua axila, enquanto eu ajeitava minha gravata no espelho do guarda-roupa.
- Vocês acham que essa gravata está bonita?
- Você é feio de qualquer jeito, Julien.
- Bom, não preciso de um quilo de maquiagem pra atrair ninguém. – Mandei um beijo e pisquei, ela mostrou a língua e voltou a se aninhar em Roger. – Está na hora de ir, Roger.
- Você já ligou para John? – O hamster de rímel saiu de baixo dele na mesma hora.
- O QUÊ?
- É uma longa história. Te conto quando chegar em casa. – Puxei Claire da cama e lhe dei um beijo na bochecha.
- Ai para! Você parece o papai as vezes, sabia? – Ela me afastou com as mãos. Senti uma pontada de tristeza, não pela repulsa – habitual – de Claire, mas pela comparação. Eu também não era muito amigo do nosso pai, mas como irmão mais velho, eu ainda tinha o dever de parecer que não.
- Tchau Claire. – Roger afagou sua cabeça, como ele adorava fazer com as pessoas menores que ele, ou seja, quase todas.
- Tchau Roger. Tchau Julien.
Roger desceu as escadas com empolgação, voltei e fiquei por um tempinho no vão da porta, observando Claire mirando o teto, esparramada na minha cama.
- Tem certeza de que não quer ir?
- Não, preciso estudar. Sério. Se eu terminar a tempo, me visto e dou uma passada por lá.
- Tudo bem então, se cuida.
- Você também.

~
Antes que eu pudesse abrir a porta, Roger fez o gesto cavalheiresco e deu de cara com John, que iria tocar a campainha. O olhar tenso entre os dois, principalmente da parte de Roger, me fez ficar ainda mais nervoso. John deu um sonoro olá para meu amigo, e depois me entregou uma rosa vermelha. Aquilo me assustou.
- Obrigado, eu acho.
- Bom... Vamos? – Ele perguntou, enrubescido.
- Por mim tudo bem. – Eu respondi.
Entramos na caminhonete de Roger e paramos em dois pontos: na casa da sua acompanhante, Elin, e num posto de gasolina. Ele estacionou no seu lugar de costume, perto de algumas árvores logo ao lado do estacionamento, e caminhamos até a entrada definitiva da quadra enfeitada, colocando nossas máscaras.
A quadra estava muito bonita, aliás. A porta estava “bordada” com uma leve seda vermelha, a iluminação mudava de cor constantemente, e juro que ouvi Roger estralando os ombros quando as viu. A ambientação também fora feita com muita dedicação. Bolhas que na verdade eram assentos, cadeiras com rosas artificiais entrelaçadas, mesas com panos vermelhos e ora com velas ora com incensos. Mais adiante, num palco construído durante quinze dias com afinco, violonistas, violoncelistas, um harpista e um pianista deixavam o clima completo e perfeito. E os alunos, todos com suas respectivas máscaras no estilo clássico veneziano.
A máscara de Roger era toda preta com um nariz pontiagudo, como um bico de pássaro, e a de Elin era rósea clara e violeta, com uma pena escura no lado direito. A de John era branca com manchas escarlates na abertura dos olhos, e apenas a boca descoberta. E a minha também era branca, mas cobria todo o meu rosto, os olhos eram cabisbaixos e o nariz era pequeno, o completo oposto da minha face.
Um pássaro azul e esbelto, com um vestido também azul, olhou para mim e para John, de mãos dadas, e depois desapareceu no meio dos alunos que dançavam as canções românticas que uma cantora negra e mascarada cantava. Nesse momento desejei muito ter visto a expressão de John, pois só assim eu iria descobrir o que aquilo significava.
Sentamos numa mesa um pouco mais à frente, a pouquíssimos metros de distância da pequena orquestra que mais tarde seria trocada por uma banda de rock. Aquelas músicas ricas, profundas e minimalistas eram apenas o petisco de músicas barulhentas, ritmadas e deliciosas de se pular, gritar e transar.
Outro pássaro nos chamou a atenção, na verdade, era mais um misto de arlequim com pássaro. Sua máscara era pálida, bordada com fios dourados, acabamentos de lantejoulas entre os olhos e uma graciosa pena negra em um lado. Usava um vestido preto, curtíssimo, mas que sintonizava e se harmonizava com seu corpo. Seus cabelos louros estavam suavemente armados, sensualmente bagunçados para fazer parte da personagem fênix.
- Aquela não é... – Roger com sua ótima memória tentou trazer o nome à tona.
- Sim. É. – Eu disse, rindo para mim mesmo. – Até de máscara, dá pra perceber que é ela.
- Ela quem? – Elin pela primeira vez falou.
- Não é nada, baby. – Roger respondeu.
Elin resmungou alguma coisa para si mesma.
- Você quer dançar, Julien? – John perguntou.
- Não.
- Vá lá, Julien. – Roger fez sua tonalidade vocal sarcástica que apenas eu percebia. Desgraçado.
John depositou sua mão no meu joelho, e subiu nas minhas coxas até conseguir me fazer levantar.
- Eu te mato.
- Não antes de me amar.
John me levou até o meio da pista, onde a maioria dos casais dançava muito próximos, e fez o mesmo comigo. Era uma completa palhaçada. Mas aquilo, de alguma forma, estava me instigando a mais. Nossa dança estava mais para “ritual do acasalamento” do que para uma dança romântica e melosa. John me beijou por cima da máscara e se aproximou da minha orelha descoberta.
- Que tal irmos para outro lugar?
- Não vejo nada de errado nisso.
Ele me puxou pela mão e saímos pela porta de emergência, entrando em outra e passando por um longo corredor, até adentrar a escola. Então, passado esse pequeno obstáculo, corremos para o vestiário masculino, posterior ao nosso campo de futebol americano. Paramos um instante no meio de outro corredor e eu tirei a máscara com cuidado, para beijar John com violência. Coloquei minha mão entre suas coxas e senti seu pau já duro e ardente por cima do pano fino da calça e da cueca. Não resisti e abri seu zíper, para senti-lo com mais intimidade na pele das minhas mãos, aquele pedaço de carne grande, grosso, preenchendo meus punhos, melando meus dedos com seu pré-sêmen. Ele praticamente pulou para fora. E eu me ajoelhei para chupá-lo alí mesmo.


- Ahh... Ahhh Julien! Aqui não! – Ele gemia, massageando meus cabelos e empurrando os quadris para a frente. – Porra! 
Ele estava rendido. Eu o empurrei em um dos vários armários do corredor dizendo subjetivamente que ele não precisava fazer nada a não ser deixar o pau dele alí, ereto, melado e à mostra para a minha boca insaciável.
Podíamos ainda ouvir, como um baixo ruído, as músicas acústicas que clamavam pelos convidados. Faltava pouco mais de uma hora para a outra banda entrar.
A pouca iluminação que havia era de uma ou outra sala de depósitos e das janelas que deixavam as luzes dos postes e a luz da lua adentrar os salões da escola. Era o suficiente para visualizar a pica de John, maravilhosamente bonita e apontada quase para o umbigo, um pouco curvada para cima, com uma ou outra veia maior na sua base, se misturando à pele do escroto e aos poucos pêlos que ele deixava para embelezá-la.
Eu tinha que abaixá-la com a mão e segurá-la com força, pois escorregava das minhas mãos e batia no seu ventre rígido e liso. Mas aquilo era ainda mais excitante de se ver.
- Não pare agora... – Ele sussurrou, afagando ainda mais meus cabelos, num sinal de que queria que eu o chupasse mais do que admirava aquele pedaço suculento de carne masculina.
O peguei pelas bolas com uma mão, pressionando-as ora com leveza ora com força, e com a outra o soquei e fiz vários vai-e-vem com a língua naquela pele sensível e fervente. Parei de agitá-lo e estiquei seu prepúcio, com meu punho agora na base, e comecei a brincar com a cabeça. Era rosada quase avermelhada, perfeitamente proporcional ao corpo e com aquela forma de cogumelo que me deixava em frisson.
Agitei, fiz círculos e depois serpenteei no prepúcio como se a minha língua fosse a de uma serpente se sentindo ameaçada. Senti seus quadris se contorcendo e rebolando, e as veias na base ficarem mais notáveis, então enfiei toda a cabeça e até a metade do seu pau na minha boca, sentindo-o bater com violência na minha garganta sedenta, até John soltar um grunhido mesclado a um gemido de desespero, prazer incontrolável e virilidade, e gozar até demais em cima da minha língua, no céu da minha boca, enchê-la com seu líquido viscoso, esbranquiçado e denso. Tinha um gosto meio salgado, meio doce, um almíscar forte.
- AAAhh!
John me ergueu pelas axilas, esquecendo-se totalmente de que eu era quase tão forte quanto ele, e me tascou um beijo voraz, enfiando sua língua dentro de mim com afinco, sentindo seu sêmen entre meus dentes e minhas pupilas gustativas.
Ele salivou, e eu salivei sua porra, tornando nosso beijo melado, suado e delicioso. Ele me engolia, mordia e puxava meu lábio inferior, lambia e chupava meu lábio superior, serpenteava até minha garganta, quase chegando até onde a cabeça do seu pau chegara. Aquele era o melhor beijo da minha vida.
- Minha mandíbula está doendo. – Eu disse, e ele riu no meu pescoço, provando o meu perfume e esfregando sua barba por fazer no meu ponto fraco, enquanto suas duas mãos seguravam com firmeza minhas nádegas apertadas na calça preta social, me erguendo um pouco entre suas coxas e seu pau agora meio duro ainda para fora.
- Eu ainda não terminei. Nós nem chegamos ao vestiário. Eu tinha uma surpresinha para você lá, só que você nos atrasou.
- Sua vara é muito gostosa, eu não aguentava mais.
- E agora? Você vai conseguir chegar ao vestiário?
- Acho que sim. Mas teremos de ser rápidos.
Ele me segurou de novo e corremos para o tal vestiário masculino. John abriu a porta com delicadeza, coisa que me fez pensar o que faríamos, ou faríamos o que com quem.
- Faça silêncio. – Ele disse, olhando para mim e colocando o dedo indicador sobre a boca, fazendo um suave biquinho que me fez abafar um riso.
Entramos e nos direcionamos para a área das duchas, e por incrível que pareça, uma delas estava sendo usada. Já podíamos sentir o bafo quente do vapor da água entre os armários – e um deles também aberto -, e nos ocultamos num, o mais próximo das duchas, para assistir a surpresa de John.
Um garoto tão alto quanto John, de pele morena, meio indígena, mas mais clara, os cabelos lisos, pretos e molhados, o corpo esbelto e as nádegas tão grandes – ou maiores – quanto as do meu ficante. Seu pau mole também era grosso e longo, mesmo flácido, e era um pouco mais escuro que a sua pele. Tinha uma trilha de pelos curtos abaixo do umbigo, fina e que chegava a pouca quantidade que havia acima do seu sexo, nesse momento, enxaguado e ensaboado.
 Ele nos viu o observando quando se virou para lavar a nuca e as costas cintilantes com aquela pele tão saudável e bem cuidada, mas pareceu não se importar. Descobertos, o assistimos com mais cara-de-pau do que nunca. Meu pau se debatia nas minhas calças, e quando coloquei a mão por cima do de John, também já estava a ponto de bala.
- Esse é Tyler, Julien. Ele sempre me ajuda quando estou na seca.
Tyler tinha o rosto de menino, quase adolescente e quase adulto, era difícil distinguir de fato. Tinha as sobrancelhas cabisbaixas, os olhos negros pareciam sempre brilhar sob a luz da lua, um brilho que o deixava mais instigante. Seus lábios não eram carnudos e excessivos, mas eram bem desenhados e suficientemente chamativos, tão belos quanto o seu nariz grosso, o ponto mais masculino do seu rosto, e que não era nem um pouco inconveniente em relação à harmonia das suas expressões.
Mas eu estava vencido mesmo pelo tamanho da sua bunda.
Observando com mais dedicação, percebi que era até maior do que a de John, que apesar de ser a mais bonita que eu já vira, era quadrada como as nádegas de todo homem. A de Tyler também tinha volume nas laterais, era quase tão redonda que os músculos que a deixavam quadradas eram praticamente imperceptíveis. Não eram nada deslocadas, pois as coxas de Tyler também eram grossas, musculosas, adversárias à altura. Além de tudo, também era naturalmente empinada e firme, o que me deixou na certeza de que ele era mais dedicado a exercitar sua bunda na academia do que o resto do corpo.
Ele ensaboou sua barriga lentamente, depois seu ventre e por fim seu saco, até deixar seu pau meio duro. Virou-se, apoiou o cotovelo na parede lajotada e massageou a parte mais bonita do seu corpo. Tinha poucos pelos aloirados na sua curva e até o início das coxas. Quando terminou, deixou-a apenas alí, exibida para nós, enquanto a água tirava todo o sabonete.
Quando olhei para John, ele já estava com a braguilha arregaçada, massageando sua vara por cima da cueca, umedecendo-a com sua cabeça que babava incansavelmente. Tyler convidava John a entrar no chuveiro e provar sua bunda, e John convidava Tyler a sair do chuveiro e provar seu pau. Ficaram se faiscando até Tyler decidir sair, sem se enxugar com a toalha branca, e ir em direção a mim, me abraçar e me beijar. Sua boca era ágil e eficiente, veloz e gulosa como a de John, talvez mais.
Respondi ao seu beijo abraçando seu corpo encharcado e segurando sua bunda com força como John fizera comigo a minutos atrás. Ele tirou meu terno e o colocou com cuidado em cima de um banco e voltou-se para mim, desabotoando minha camisa social e dando longos beijos no meu peitoral branco, mordiscando meus mamilos róseos e deixando-os duros, fazendo meu pau querer rasgar a minha calça.
Olhei para John, e ele se aproximava de nós como um psicopata profissional, sendo discreto, mas ao mesmo tempo nada disso. Tyler abriu o zíper e abaixou minhas calças com rapidez, beijando meu órgão por cima da cueca, passando a língua, sentindo o seu cheiro, passando todo o seu rosto e até seus olhos nele para sentir sua quentura e seu odor, instigando-o e instigando a si próprio, segurou e alisou a palma das suas mãos no tecido fino da minha roupa íntima. Como um perfeito ator pornô, ele me olhou e abriu a boca, entendi o significado daquilo no mesmo instante e cuspi dentro dela. Ele abaixou enfim o último pano que me cobria e usou minha própria baba para lubrificar meu pau. Pediu meu líquido mais duas vezes, e eu, obediente, cuspia dentro da sua boca com afinco.
Sua língua era a de um deus, e sua garganta era a mais corajosa que eu já vira. Ele fazia desaparecer toda a minha pica dentro da sua boca como um passe de mágica, e eu sentia sua goela fazer espasmos de repulsa e aceitação na ponta dela e me deixando sedento por mais.
Comecei a rebolar, ele dava tapas fortes no meu par de nádegas enquanto John me beijava e eu socava seu pênis também louco pela boca de Tyler.
- Isso, veadinho! Chupa essa pica! Se parar eu vou lhe castigar! – John dizia, enquanto Tyler abria a boca mais uma vez e ele cuspia dentro dela com vontade. Era a primeira vez que eu via e fazia aquele gesto sexual. Era extremamente nojento. Era extremamente delicioso.
Tyler também começou a chupar John, mas não abandonou minha vara nem um instante. Se dedicava àqueles dois pedaços enormes de carne jovem e gostosa como um verdadeiro profissional. Engolia o pau de John, depois vinha para o meu, e até tentava colocar os dois ao mesmo tempo na sua boca, mas eram grandes demais, e tudo o que ele conseguia era fazer isso com as cabeças.
Passado esse maravilhoso tempo, Tyler se levantou e se preparou para o que vinha. John e eu estávamos gulosos pela sua bunda morena, grande e lisa. Ele colocou duas toalhas no chão e ficou de quatro em cima delas. Fui para baixo e comecei a mamar no seu pau grosso e embelezado com veias, a cabeça suavemente amarronzada, e as bolas simplesmente grandes e que balançavam até o momento em que as raptei com a mão esquerda e comecei a torturá-las. Tinha um odor mais forte do que o pau de John, tinha um odor de macho viril e suado, mas ao mesmo tempo uma fragrância saborosa e quase palpável.
John enterrou a cara no meio da sua bunda, segurou suas duas bandas com seus dedos ásperos e lambeu seu cu com uma selvageria quase instintiva. Tyler não teve medo de gritar, gemer e rogar palavrões, não havia ninguém, nem serventes naquela escola, a não ser na quadra onde todos esperavam ansiosos pela banda de rock.
- Ahhh.... Lambe meu cu, cara.... Ahhh, enfia tua língua aí dentro... Ahhhhhh!
Passeei meus dedos pelas suas coxas fervilhantes e deparei meus dedos entre sua bunda firme e musculosa, e comecei a penetrá-lo com dois dedos. John colocou mais dois, e não teve dó em fazer isso de forma brusca e rápida. Tentei imaginar todas as vezes em que John já fizera isso em Tyler, pois aquilo comigo certamente seria um martírio de dor. Mas Tyler era tão... Tão fortemente sexual, que parecia um boneco vivo feito apenas para transar. Ele adorava a violência inconsequente de John, e eu me senti até intimidado com sua ferocidade. Eu só via caras assim em filmes pornôs.
Senti-me úmido e quente, e percebi que estava de pernas abertas e sem cueca, com John enfiando seu rosto entre a minha bunda também. Passado isso, saí de baixo de Tyler com vontade de fazer o mesmo. Seu cu era pequeno e apetitoso, e quanto mais eu olhava, mais eu sentia vontade de enfiar meu pau sem delicadeza alguma nele.
Comecei a brincar com sua bunda maravilhosa, enquanto John ia para o seu rosto e deixava Tyler dar mais um banho de língua no seu pau. Voltei à brincadeira dos dedos, então cuspi no meu pau e enfiei tudo de uma vez só. O grito de Tyler foi abafado pela cabeça da pica enorme de John entupindo a sua boca.
Tyler grunhiu como um macho e segurou o choro com eficácia. Então começou a rebolar e me convidou ao vai-e-vem. Apesar de ter sido fácil a entrada dos nossos dedos em Tyler, seu íntimo ainda era apertado. Era a sensação de várias mãos úmidas e quentes segurando a minha pica, era a bunda de Tyler, era tudo.
Primeiro eu tirava e enfiava devagar, depois passei a ir mais rápido quando senti que ele queria isso. Pouco tempo depois, eu estava banhado de suor e batendo minhas bolas na sua bunda com tanta violência que senti que iria deslocar os ossos das suas coxas também suadas. Segurava-o pelos quadris e assistia minha vara surgir e desaparecer no seu cu.
- Enfia! Enfia! Mais rápido! Fode o meu cu! Fode com força! Uhhhh....
- Cala a boca, veadinho! – John dizia, e obrigava Tyler a engolir seu pau, impossibilitando-o de respirar e ofegar, o que não era problema algum para Tyler, claro.
- Ahh, eu vou gozar! – Anunciei.
Parei por um segundo e enchi a bunda de Tyler com meu sêmen que acabara de sair do forno. John também gozou na sua boca, ordenando-o a beijá-lo e compartilhar seu próprio esperma com ele, lambendo, cuspindo, sugando, cuspindo de volta.
Tyler se levantou, massageando sua bunda ardente, agredida e dolorida, e me beijou sem pestanejar. Levei uma leve surpresa, mas aceitei o beijo numa boa. Quando dei por mim, e iria dar mesmo, já estava sendo deitado no banco retangular e com minhas pernas repousando por cima dos ombros de Tyler, que meteu em mim sem avisar, no seco, obrigando minha garganta a soltar um grunhido de dor e fúria. Seu pau era tão grosso quanto o de John, ou mais, não sei. Tudo em Tyler parecia ser maior, mais grosso e mais volumoso do que John ou qualquer garoto com quem eu já transara.
Passaram-se poucos minutos e eu já estava quase acostumado ao seu tamanho dentro de mim. Tyler estava em frenesi, batia e segurava minhas coxas com agressividade, arranhava minhas pernas e até brincava com meus dedos dos pés. John, também recuperado da primeira rodada, sentou-se na minha cara e me fez lamber e morder seu par de nádegas ao mesmo tempo em que ele se masturbava e beijava Tyler. Céus, eu não sabia se gemia, pedia por mais ou lambia John de cima a baixo. Meu corpo inteiro se retorcia numa insuportável carga de prazer, calor, suor, calafrios, uma quentura úmida e forte passando por cada mínimo poro da minha pele.
John deitou-se sobre mim e enfiou seu pau inteiro na minha boca, eu tossi, mas logo me recuperei quando ele banhou o meu com a sua língua voraz. O instrumento de Tyler já se alojava com facilidade dentro de mim, mas ele não tinha hesitações em ser bruto e bater suas bolas nos meus músculos dos quadris naquele vai-e-vem incansável. Aquele pau moreno, suculento e infinitamente duro entrando e saindo era muito mais do que eu poderia pedir. Senti uma, duas, três contrações de calor e orgasmo enquanto ele esporrava na minha barriga e no rosto de John, e eu gozava na garganta de John, e John gozava na minha, sucessivamente. Levantei-me, arfando como se tivesse feito mil abdominais, e encostei Tyler num armário para beijá-lo, com John me fazendo uma massagem nos ombros e esfregando seu pênis agora meio duro na minha bunda, beijando com suavidade meus ombros e minha nuca, ao mesmo que Tyler penetrava suas pupilas gustativas no céu da minha boca e girava-as como uma manivela.
Ficamos assim até percebermos um novo som vindo da quadra, a banda de rock acabara de chegar para agitar os alunos. Tomei um banho rápido com John e Tyler, escovamos nossos dentes e saímos do nosso paraíso de carne para entrarmos naquele mundo de volta, repleto de beleza e aparências.

~
- Tyler! Tudo bem? – Roger se levantou da cadeira e bateu os ombros de Tyler com sua mão naquele gesto heterossexual, Tyler apenas sorriu e deu um aperto de mãos educado, sentando-se ao meu lado direito, enquanto John se sentava ao esquerdo.
- Ainda na competição? – Roger puxou um assunto, revendo um amigo que – eu tenho certeza – não sabia quase nada sobre.
- Claro. Mas entrou um novo aluno, Daniel, ele está sendo meu empecilho.
- Por quê?
- Bem, posso dizer que ele é um adversário formidável.
Observei Tyler através da máscara um pouco admirado. Tyler possuía uma delicadeza natural, porém nada afeminada. E sua voz era suave e agradável, completamente harmonioso com o seu vocabulário cheio de discrição. Aliás, ele estava usando uma máscara que cobria apenas metade do rosto, o velho, clássico e elegante Fantasma da Ópera.
E pensar que há minutos atrás eu estava cavalgando nele como um animal pulando em cima de cercas de madeira numa fazenda gigantesca, enquanto ele grunhia e gritava palavrões. E isso acrescentando o fato de que eu o conhecera no mesmo dia e só conhecera o seu nome.
- Você já viajou para competir, Tyler? – Elin, a ficante de Roger, entrou na conversa aparentemente apenas masculina. Creio que ela estava se sentindo deslocada. Mas não seria eu quem iria falar aquilo ao meu amigo.
- Várias vezes...
- Elin.
- Elin! Pois então. Mês passado tive que fazer as provas primeiro do que o resto da minha turma para ir à Nova York.
- Nossa! Isso não estressa você?
- Que nada, estou acostumado. Gosto de nadar, me esforçar para continuar a trabalhar no que me agrada não faz mal algum.
A banda começou a tocar. Make me Wanna Die, da banda The Pretty Reckless, a qual Claire ouvia o dia inteiro sem parar no último volume no seu quarto.
- Opa! Vamos lá? – Roger se animou todo.
John e Tyler foram os primeiros a se levantarem, seguidos de Elin e Roger, o que na minha opinião deve ter salvo a noite de Elin. Fiquei apenas alí, cansado e um pouco desanimado, batendo o ritmo da música em cima da mesa ornamentada com flores e incensos agora já no fim.
Percebi que John e Tyler tinham uma intimidade maior e mais profunda do que eu teria com qualquer pessoa. Me levantei e fui para fora respirar um pouco de ar frio da noite ausente de estrelas, mas preenchida por uma lua esplêndida e amarelada, com uma ou outra nuvem a cobri-la de vez em quando, para tão logo se dissipar.
O pássaro azul que ficara observando eu e John entrarmos na festa também saiu da quadra enfeitada de Veneza, e veio em minha direção. Eu já estava sentado num banco próximo a um poste, daqueles que costumam embelezar a frente da escola, e não me importei com sua audácia em vir voando para cá.
Ela tirou a máscara e libertou os cabelos castanhos e lisos da pequena tiara na cabeça, ficando com alguns fios após as orelhas e uma franja curta e bonita, estilosa. Sentou-se ao meu lado como quem nada quer.
- Tyler apareceu?
Olhei para ela, incrédulo, mas como já estava abandonado e sozinho, resolvi participar da sua iniciativa.
- Tyler parece ser legal.
- Ele não é. Tyler elimina qualquer um que fique no seu caminho, ou que ele acredite que possa interferir nos seus objetivos.
- Essa é uma visão negativa de Tyler.
- Não é. É apenas Tyler. E quando ele volta, John sai correndo para ele como um cachorrinho pedindo ração.
- Que maneira cruel de ver os dois.
- Posso falar disso sem problemas. Não sou uma fofoqueira, sou como você.
- Eu não estava namorando John.
- Eu também não. Bem, eu estava gostando dele, até Tyler voltar de Nova York como uma celebridade. Foi então que caiu minha ficha. Bissexuais às vezes me irritam.
- Eu sou um, não se irrite.
- Não irei. – ela olhou para mim e sorriu. Diferente de John, aquele não era ensaiado. – Prazer, eu sou Alícia, a ex de John.
- Julien. O novo ex de John.
Alícia e eu rimos, e então passamos um longo tempo conversando no gramado iluminado por postes e ornamentado com bancos, até esquecemo-nos daquela nomeação de rei e rainha que todo baile tem, e ficamos como criaturas que nada querem a não ser uma boa companhia.
Alícia tinha o rosto pequeno e oval, os braços finos e o corpo mediano e esguio, me disse que fazia balé, o que me fez concluir qualquer hipótese dos seus exercícios. Sua pele era branca, não mais do que a minha, mas seus olhos eram invejavelmente caramelados, o que valorizava o brilho e a cor dos seus cabelos que passavam um pouco mais dos ombros, mas não chegavam a ser grandes. Conversei sobre Roger, Claire, meus pais e até John. Com ela era tão fácil de conversar e de se lidar que eu já havia até esquecido dos meus amigos lá dentro da festa.
Então chegou a hora de nos despedirmos.
- Ah, tenho uma coisa para você, meu pequeno e agradável companheiro da noite. – Ela riu para si mesma, meio desleixada enquanto abria sua pequena e preta bolsa e tirava de lá um ingresso e um cartão, com graça e leveza - Tome. Venha assistir uma apresentação minha aqui no teatro local. Os espetáculos começarão na próxima sexta-feira. Não falte, quero você lá.
- Eu estarei. – Respondi com um meneio de cabeça e ela se inclinou e me beijou na bochecha, respirei um pouco mais fundo sem querer e senti a fragrância do seu pescoço e dos seus cabelos, ela pareceu travar naquela posição após perceber meu gesto e tão logo se afastou com delicadeza e rapidez.
A noite era mesmo perigosa e inusitada.

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- E então? – Claire pulou na minha cama e deitou em cima da minha coxa.
- Ah... Então tomamos um banho bem pesado até tirar todo o odor do nosso corpo e voltamos para a festa.
- Ninguém percebeu? – Ela arregalou os olhos.
- Só Roger, aquele intrometido.
Claire riu altíssimo, ela não media consequências quanto ao volume da sua voz.
- Mas me conte mais da tal Alícia.
- Alícia é muito bonita, uma companhia agradável e tranquilizadora. Quero vê-la de novo.
- Você não está com John?
- Estou... Ou eu acho que estou. Não sei mais de John, ele ficou o resto da festa com Tyler... – Me silenciei por um curto período.
- Estava gostando dele?
- Acho que sim. Eu esperava sair com ele depois do baile, mas...
- Tyler.
- É. Não sei nada de Tyler, sabe...
- A não ser o fato da bunda dele ser maior do que a de John, e de que você o enrabou após ter conhecido apenas o nome dele cinco minutos antes.
- Cala a boca! – Ri com ironia.
- Calo nada. – Ela pareceu se vangloriar.
- Nossa, cara! Já é quatro da manhã!
- É, e você aqui sem trepar, ao lado da sua irmãzinha nerd, enquanto Tyler cavalga em cima de John.
- Idiota, quero dormir. Essa noite só foi boa pelo ménage à tróis.
- Deixa de ser estúpido. Vá atrás daquela Alícia. Para de ficar aí com essa sua auto-piedade irritante.
Ela me deu um beijo de boa noite na minha testa, e pulou da cama para ir embora.
- Não era você que não gostava de beijos entre irmãos? – perguntei no momento em que ela parou no vão da porta.
- E não gosto. Mas nesse momento estou me sentindo mais velha que você.
- Com quantos anos você está?
- Trinta e nove. Quase quarenta. E sou linda.
Claire piscou e me mandou um beijo no ar, e depois me deixou como companhia apenas o som da minha respiração.

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Roger entrou naquele quarto pequeno e aconchegante e foi logo tirando a gravata e desabotoando a camisa social, praticamente arrancando o terno do corpo. Enquanto isso, ela apenas esperava na cama, deitada sensualmente com um lingerie cobrindo seu corpo magro e curvilíneo.
Ele pulou na cama em cima dela como um lobo feroz, ela começou a beijar e chupar seu pescoço como uma verdadeira vampira, abocanhando os músculos dos braços e dos peitorais. Roger esfregou seu pênis grande e rígido ainda encapuzado pela cueca por cima da calcinha preta de renda fina, ao mesmo tempo em que ela entrelaçava suas pernas leves e maleáveis entre a sua cintura. Ele a carregou segurando-a pelas nádegas arredondadas e femininas, sufocando-a com beijos e língua. Aquele corpo pequeno e frágil, selvagem e cheiroso o deixava a ponto de bala.
Ela segurou seu pau com as duas mãos, ele rasgou seu sutiã escuro e como um glutão, mordeu e abocanhou seus seios, apertando-os contra os dedos, brincando com eles e fazendo rodelas com as unhas, deixando-os duros e cheios de calafrios.
Ela começou a afagar seus cabelos lisos e quase longos, deixando-o torturá-la com as mordiscadas nos seios fartos.
“Sim, Roger, venha!”, Lilin pensou, sorrindo sutilmente para si mesma, vitoriosa. Gemendo baixinho, gemendo apenas para Roger.










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Escrito em 18/10/2011


Andrew Oliveira, ou Black Cherry

Um comentário:

  1. Até que enfim \õ/

    Muito bom, amei *-*

    Só tem um pera... Bissexualismo é chato, espero que essa Alicia seja só uma amiga KKKKK

    Esperando a continuação, de Vulcán também.

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