Solitude, darkness and love


"I don't wanna admit, but we're not gonna fit"

quarta-feira, 11 de julho de 2012

Elope, 05 O Dentro



Briana
- Oi Nolan.
- Briana onde você está? Eu voltei aqui no hospital e... Você está maluca?
- Desculpa não ter avisado, eu...
- Tudo bem, onde você está?
- Eu estou na casa da Miriam.
- O quê?
- Você me ouviu.
- Sim, eu ouvi. O que você está fazendo aí?
- Eu preciso te dar satisfação?
- Sou seu irmão mais velho, sou responsável por você.
- Desde quando você se tornou meu pai?
- Desde quando você começou a querer se afastar de mim?
- Nolan, você... Você está sendo egocêntrico.
- Briana, pare de fingir, está me irritando.
- Então pare com essa obsessão em querer ficar colado em mim o tempo inteiro.
- Pelos deuses. Você não quer me falar nada, desaparece e ainda sou obrigado a receber desaforo?
- Desaforo? Nolan, eu só estou na casa da Miriam, você conhece o endereço, e não é muito longe de casa, pra quê esse drama todo?
- Não é drama nenhum, Briana.
- Então o que é?
- Você está me deixando preocupado.
Briana respirou fundo.
- Nolan, me desculpe por não ter avisado, tudo bem? Você pode falar pra mamãe que estou aqui?
Silêncio.
- Por favor?
- Posso.
- Não fique bravo comigo.
- Eu não estou.
- Você está com ciúmes.
- Eu queria conversar com você. Mas agora você não deixa.
- Nolan... Só pare de tentar... Concentrar tudo envolta de você, tudo bem?
Silêncio de novo.
- Agora quero que você fale.
- Não Briana, eu quero que você fale.
- Fale o quê, Nolan? Eu já falei tudo.
- Você está mentindo.
- Pelos deuses, agora você não cansa de me chamar de mentirosa.
- Não desse jeito.
- Nolan, só... Me deixa, tudo bem? Você conhece a Miriam, a mamãe também, e qualquer coisa vou ficar por aqui. Da casa dela eu não saio.
- Briana, pare com...
- Chega, Nolan! Eu estou estressada e assustada. Só não quero dormir lá em casa, ainda...
Mais ausência de som no outro lado da linha.
- Nolan, eu preciso desligar.
- Que música é essa?
- A Miriam só tá ouvindo música alta lá embaixo...
- Só a Miriam?
- Sim, só a Miriam. Desde quando eu me tornei um alvo de suspeitas pra tudo?
- Porque eu sei quando você mente.
- Você não sabe de nada, Nolan.
- Não Briana, você é quem não sabe.
Briana desligou o celular e o jogou do outro lado da cama, raivosa. Coçou o curativo em cima da mão e cruzou os braços. Alguma coisa dentro dela mudava, algo que a impedia de ter a intimidade habitual com Nolan, embora ela tivesse medo demais para conhecer aquilo. Miriam entrou no quarto sorridente e cintilante com um vestido preto curtíssimo e uma expressão de plenitude. Jogou-se na cama e deu um gritinho de empolgação, não que isso fizesse algum sentido, mas ela já poderia estar bêbada.
- Vamos lá pra baixo, pare de se enfurnar.
- Só quero ficar aqui, Miriam. – Briana sorriu.
- Tudo bem, anjinho ruivo.
Briana riu.
- Vamos? – Miriam insistiu de novo.
- Já disse que não.
- Ah, só um pouquinho... Tem gente que quer te ver, sabia?
Briana pensou logo em Nolan, e se assustou com a ideia.
- Quem iria querer me ver?
- Você é gostosa, todo mundo quer te ver.
A ruiva enrubesceu.
- Pare com isso, sua boba.
Miriam se levantou num pulo e pegou o braço intacto de Briana.
- Vamos logo, depois você volta pra cá e volta ao seu estado de hibernação.
- Está bem. Mas não vou demorar.
Miriam deu outro gritinho, dessa vez de triunfo, abraçou Briana e lhe deu um beijo sonoro na bochecha quente. Briana desceu de mãos dadas (a mão livre e sem curativos e pontos) das escadas e a música já a convidou estridentemente para a sala de visitas, onde os amigos de Miriam se concentravam para beber inconsequentemente e beijar. A cozinha já estava uma baderna e o synth-pop vibrava o piso da casa. Copos, tocos de cigarros e camisas para todos os cantos da sala e da cozinha. Briana se sentou no sofá e Miriam lhe deu uma latinha de refrigerante.
- Só até a coca acabar.
Miriam sorriu e se voltou para um rapaz moreno que a tocou no ombro e a puxou para um beijo longo e erótico, fazendo-a esquecer de qualquer pessoa à sua volta.
Briana olhou para o lado, constrangida, e se concentrou ao máximo que pôde na latinha de refrigerante nas mãos. Sentiu alguma coisa despencar e quebrar lá dentro. Como um grande espelho côncavo que decidiu mostrar tudo, até o que não existia, sem a sua permissão. E mais do que constrangimento, sentiu algo parecido com a perda, não mais do que ciúmes, mas não menos do que possessão. E isso dava uma vontade de gritar e chorar, mas ela se recompôs e começou a pensar em outras coisas.
Miriam foi para a cozinha com o louro bêbado e outro rapaz surgiu, sentando-se no sofá ao lado de Briana, perto até demais. Um garoto de aparência abatida e cabelos escuros e espetados, de rosto pequeno e dedos longos.
- Briana, eu não achei...
- Vai embora.
- Desculpa, eu não sabia onde estava meu celular quando...
- No seu bolso, provavelmente, não?
- Eu não fiz nada com você.
- Eu só estava bêbada e...
- Caiu em qualquer canto e eu a levei pra cama.
Briana respirou fundo.
- O que foi isso na sua mão?
- Um ladrão.
- Você está bem?
- Porra! É só isso que sabem falar pra mim agora? “Você está bem? Você está legal?”, caralho, vão se foder vocês todos.
O garoto recuou com a enciclopédia de palavrões.
- Fique calma.
- Vou voltar lá pra cima.
- Não, Briana, espere.
- O que foi? Eu já sei que não aconteceu nada, eu acredito em você. Acredito porque... Eu saberia, não é?
O garoto abaixou a cabeça.
- Só esqueça tudo isso, que eu quero esquecer também. – E ela levantou do sofá, mas o garoto a puxou de volta.
- Briana, venha cá, a noite mal começou.
- O que você quer, Jonas?
Jonas a puxou para um beijo forçado e pouco delicado, Briana tentou se defender, mas ter apenas uma mão para isso dificultava a situação.
- Me larga!
Jonas começou a ficar mais agressivo, o hálito alcoolizado bufando no rosto delicado de Briana que tentava se desvencilhar de todo jeito daqueles braços. E aqueles braços se tornaram outros braços, o rosto se tornou uma máscara escura, uma touca com furos nos olhos e na boca, e os gritos escaparam-lhe da boca, súbitos e desavisados, dessa vez ela conseguia gritar.
Miriam surgiu furiosa e deu um soco certeiro no nariz de Jonas, jogando-o no chão e pronta para dar um chute nas suas costelas.
- O que você pensa que está fazendo, seu moleque estúpido? Vá embora daqui.
- A Briana, a Briana...
- A Briana porra nenhuma, seu imbecil, cai fora.
Briana olhou atordoada para Miriam e só depois percebeu que o seu rosto estava úmido e ela estava em prantos. Como que por instinto, levantou-se do sofá e abraçou o único corpo ao qual ela tinha uma confiança total e cega de que não lhe faria nenhum mal, nem a atormentaria com perguntas.

~
Louis
Quatro dias, o suficiente para esvaziar.
Tirou a calça preta e a cueca branca e entrou na banheira. Afundaram-se primeiro os pés, e depois as pernas, os quadris, a barriga, as costelas, as costas, o peitoral, os ombros, o pescoço, os cabelos e o rosto. Todos numa orquestra de palidez e entorpecimento. Estava melhor ficar assim, sem respiração e barulho, sem o calor do corpo, totalmente submerso em frio e fluidez. Era uma quase morte proposital.
Morrer.
Ele não se imaginava morrendo, e não gostava muito da devida ideia. E mesmo que o corpo paralisado e a alma escassa lhe fossem sensações sedutoras, a morte não era algo que passasse com muita frequência na sua cabeça. Estava tão viciado nas vidas dos seus personagens, as vidas que faziam-no esquecer da sua própria, que de alguma forma apagavam todo o mínimo resquício da sua existência, que morrer passou a ser um questionamento secundário.
E morrer ainda não era a decisão. A morte estava sempre do lado dele, em forma de amor ou forma de assassinato, um suicídio interno que apenas ele compreendia. Mas ele tinha uma promessa pendente, para alguém que provavelmente já estaria morto. Mas a promessa estava lá, persistia e durava, e ele não deveria esquecê-la até que tivesse certeza da sua morte ou dos seus pulmões.
Era aquele menino, aquele menino estranho, que via pessoas inexistentes e sombras animadas, aquele menino que pintava e depois decidia queimar suas pinturas, pois não gostava de ver seus próprios demônios encarnando na sua arte.
Louis sentiu falta dele, talvez ainda mais alí, deitado na banheira. Era um vício daquele menino, esconder-se no guarda-roupa, debaixo da cama, ou dormir na banheira. E era sempre Louis quem o tirava dos seus esconderijos, e depois o abraçava na cama para que ele conseguisse dormir, com um porto seguro, uma certeza de que os fantasmas não o atacariam, mas machucariam as costas de Louis. Porque o rosto e o coração seriam salvos, seriam sempre salvos.
Aconteceu dessa forma. Ele foi hipnotizado por Lunn, e Lunn o levou para o inferno, não porque o odiava, mas porque era o único lugar onde ele era bem vindo. E então ele esqueceu. Onde estavam seus sonhos e sua infância?
Foi na adolescência, sua mãe o levou de volta pra França, e ele ficou morando em Toulouse até passar dos dezenove anos. Mas ele não gostava daquele lugar, e nem das pessoas que estavam lá.
Ele amava aquele menino, e talvez ainda amasse, porque o que houve com Lunn não foi amor, foi um vício, uma dependência de ambos. Mas ele amava aquele menino mesmo sem entender nada do que sentia, sem se preocupar em definir sentimentos ou batizá-los com nomes que lhe convinham. Talvez não fosse amor, e sim algo mais. Porque quando Louis estava perto dele, ele também se sentia bem, se sentia seguro, e que nunca mais fosse sair daquele lugar.
Mas ele saiu, como estava saindo da banheira, abandonando a morte na água, secando o corpo e vestindo uma calça jeans desbotada, uma camisa preta e um casaco de couro. Pegou o seu molho de chaves e, sem hesitar, trancou o apartamento, depositando o molho no bolso da jeans e partindo direto para os elevadores, para o estacionamento, e o carro.
A cidade ainda estava com aquele maldito céu nublado. Agora ele queria calor, nos olhos, nos cabelos e nos lábios, nos braços e nos sapatos. Estava cansado do frio, de sobretudos e calças jeans. Queria tirar suas roupas, tirar-se de si mesmo.
Estacionou numa esquina próxima a um bosque e entrou no cemitério. Ele sabia qual era o cemitério e qual era o túmulo com uma pequena ajuda, e caminhou nervoso, as mãos suando nos bolsos das calças e a testa se derretendo. Um suor frio e pouco convencional. Caminhou talvez por uns dez minutos até chegar numa parte do cemitério onde havia alguns ipês fazendo uma chuva de sombras e um cheiro adocicado no ar, quase lânguido.
Alí estava.
E que droga, ele se esquecera de comprar alguma flor, um buquê, uma vela, qualquer coisa parecida para provar que Lunn teve uma presença relevante no mundo, mas o túmulo estava ressaltado com uma bela guirlanda de rosas vermelhas, flores azuis e alguns girassóis.
E ele sabia disso antes mesmo de tentar. Estava sendo um completo hipócrita. Um mesquinha em ter a coragem de ir ver o túmulo daquele que ele mesmo desejou sua morte. Libertar-se dele, fugir dele, essas coisas poderiam ser fáceis, práticas e nem um pouco complicadas. Mas a questão era Lunn. Nada com Lunn havia funcionado da maneira certa, e com Louis tampouco. Duas frentes de batalha se destruindo por alguma vitória sem objetivo. Apenas por vencer. Duas criaturas poderosas e tóxicas num limite mórbido de dependência e horror.
Era assim que funcionava com Lunn.
Mas Lunn o seduziu, o encantou, e mesmo que por pouco tempo, conseguiu algo que talvez pudesse ser chamado de amor.
- Seu desgraçado.
Algo lá dentro doía e se bagunçava, algo caía e se machucava, algo pesado e disforme, algo ainda maior, e ele não havia nem começado a tentar compreender.
Louis sentou na grama e tirou seu casaco, seu corpo começara a esquentar, de nervosismo ou talvez ainda mais raiva. Como era possível ter tanta raiva que ela saía descontroladamente de cada poro da sua pele?
Mas não saía nenhuma lágrima, nenhum sinal de que poderia sair. Lá dentro era um deserto e ele bem poderia ser uma miragem de si mesmo. O clima estava agradável, mas o seu corpo estava longe disso. Fitou a trilha de pedras e viu a única presença que ele deveria evitar ao máximo possível.
Neil.
Extremamente diferente de Lunn, Neil era alto e tinha as feições másculas de constante fúria, os braços fortes e as pernas grossas, apertados nas mangas da camisa azul e na calça jeans. Seus cabelos castanhos tinham um aspecto mais saudável e sedoso, descendo em curtíssimas cascatas e ficando espetados em cima da cabeça, desnorteados na testa e raspados nas laterais, tinha o nariz pequeno e talvez fosse a única semelhança com Lunn, que tinha toda a estatura frágil e magra, levemente andrógina.
- O que você está fazendo aqui? – Neil perguntou já com a voz se elevando.
- Eu já estava de saída. – Louis respondeu. Seco e pragmático.
- Perguntei o que você está fazendo aqui?
- E eu já respondi que já estava de saída.
- Quem te disse onde encontrar o túmulo dele?
Louis se levantou do chão, pegou seu casaco que estava largado em qualquer canto e começou a se afastar, Neil o puxou pelo braço e o empurrou.
- Vamos, me fale!
- Neil, saia da minha frente.
- Fala, porra!
- Foi a mãe do Lunn. Agora sai...
- Aquela puta desgraçada.
- O quê?
- AQUELA PUTA DESGRAÇADA QUE NÃO QUERIA SABER DELE.
- E você queria? Desde quando você se importava? É mais conveniente pesar a culpa em mim, não? Que estava sempre ajudando aquele inútil do teu irmão.
- Cala a porra da tua boca, seu...
- É muito mais fácil se afastar, deixar tudo se acontecer, deixar aquele moleque foder com a minha vida e depois voltar e jogar tudo pra cima de mim, não é Neil?
- CALA A PORRA DA SUA BOCA.
- E o que mais? Era minha obrigação pagar um caixão pra ele também? Eu fui irresponsável em ter me esquecido desse detalhe? Eu...
Neil deu um soco pesado e impiedoso no pálido Louis, que se recuperou rapidamente para revidar com um no queixo do irmão de Lunn, este por sua vez o empurrou ao chão e lhe deu um chute na barriga. Os dois rolaram na grama do cemitério até que Louis se libertou dos braços rígidos de Neil e correu para longe até conseguir chegar na entrada do cemitério e, de lá, para o seu carro.
Louis pisou fundo no acelerador e por algum tempo se sentiu aliviado estando cada vez mais distante de Neil. Pegou um lenço e enfiou no nariz que gotejava sangue na sua camisa preta e passou a olhar constantemente para o retrovisor. O céu estava mais feio do que nunca, embora nunca tivesse a certeza de que choveria ou viria uma tempestade devastadora.
Neil.
Neil vindo em sua moto, a fúria exalando do homem na garupa do automóvel. Louis estacionou em qualquer canto e correu em direção ao edifício do seu apartamento, quase foi atropelado por um carro, mas nem por isso parou seu ritmo. Neil vinha logo atrás com um olhar assassino e passos que ensurdeciam tudo o que Louis poderia chamar de paz. A presença de Lunn era um masoquismo, e a de Neil, um caos.
Ele não tinha tempo de esperar o elevador e começou a subir as escadas. Treze andares até chegar ao seu maldito apartamento, enquanto Neil logo no seu encalço não parecia nunca cansado, embora o olho esquerdo que começava a inchar e o filete de sangue no canto do lábio transparecessem sua humanidade. Quando Louis passou a correr mais lentamente enquanto subia os lances de escadas, Neil o capturou e ele o chutou, fazendo-o capotar em alguns degraus e dando a Louis um pouco de vantagem de chegar antes no seu apartamento.
Louis pegou as chaves no bolso da jeans completamente trêmulo ao constatar que estava quase chegando ao andar que parecia ser eterno naquele momento crítico e com os dedos nervosos conseguiu embaçadamente detectar a chave da porta. E finalmente o décimo terceiro andar.
Arrastou-se aos tropeços pelo corredor e enfiou a chave na fechadura como quem tem seu último fiapo de vida dependente de um pedaço de ferro. Neil surgiu empurrando a porta e Louis que já estava dentro do seu apartamento, fazendo-o cair novamente e se arrastar até voltar a se defender do irmão de Lunn, ou ao menos tentar se defender.
Neil partiu para cima de Louis e lhe deu mais um soco até se dar por vencido, pois correr durante treze andares em lances de escadas também o tinha esgotado completamente. Ele se jogou no chão de braços abertos, suado e ofegante, e Louis tentou revidar, mas Neil expulsou seus braços postos para o ataque e o abraçou com força, soluçando desesperadamente.

~
Belial
O dia estava estranho.
Veio primeiro o sol e depois novamente o céu nublado, com uma aparência suja e frívola, um temperamento estranho para algo tão aparentemente inanimado. Ele abriu algumas cortinas e se afastou para enxergar melhor o novo quadro. Novamente o garoto francês, com a mesma expressão e a mesma distância, as mesmas tintas e os mesmos tons. Era uma fórmula repetida e, no entanto, havia extremas diferenças em comparação com os outros quadros e esse sonho idêntico, esse personagem insistente. Aquele menino que estava na sua infância e depois não estava mais lá, tirando-o de guarda-roupas, camas e banheiros, deixando que ele adormecesse com o seu calor, que fizesse dele um porto seguro da hora das sombras.
A hora das sombras.
Fazia tempo que ela não voltava. Ele estava achando um pouco estranha a sua ausência, mas não que a tal ausência fosse lhe fazer mal. Isso significaria que ele poderia melhorar? Livrar-se do seu inferno diário? Abandonar sua cabeça?
O interfone tocou e ele sentiu medo de que fosse apenas outro sonho ambulante. Mas decidiu abrir a porta mesmo assim.
Era o seu estranho ruivo, de nome Nolan, e olhos bem fechados debaixo de uma tempestade de folhas. Um corpo sem casaco.
- Posso lhe desenhar de novo?







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Andrew Oliveira

Um comentário:

  1. Bem que me perguntei: onde esta o Belial? pelo visto, rolou algo com o Nolan...

    esse Neil: ou é psicopata ou morre de vontade de substituir o Lunn.

    apenas aguardo!

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