Solitude, darkness and love


"I don't wanna admit, but we're not gonna fit"

sexta-feira, 29 de junho de 2012

Elope, 03 A Demolição



Belial
- Estão lindos, Belial, todos dessa coleção.
- Não é uma coleção.
- Você precisa abrir uma galeria com eles, sabes disso.
- Não quero.
- Belial, não vai adiantar muita coisa você continuar numa faculdade de artes sem mostrar que não tem talento algum pra isso.
- Isso não me importa muito, eu estou estudando, e ponto.
Kathy saiu do estúdio e ficou de frente para um Belial carrancudo no sofá, que a olhava de esguelha como um menininho desconfiado.
- Nossa como você é difícil, hein?
- Eu só não quero... Mostrar o que eu sou numa galeria, ou me vender. Isso não sou eu.
- Você é esse mesmo rosto de um adolescente francês?
Belial não respondeu, continuou fitando Kathy impassível.
- Belial, você sabe que não consegue me esconder nada. Além de ser sua professora, sou sua amiga. Afinal, nem aqui eu estaria vendo esses quadros belíssimos e que qualquer aluno da sua turma invejaria o mais mínimo dos tons se você não sentisse confiança em mim.
- O que eu sou não é uma explicação, Kathy.
Kathy se sentou ao seu lado e pousou um braço esquerdo carinhoso sobre seus ombros.
- Está tudo bem? – ela perguntou.
- Está.
- Belial... – seu tom de voz era de reprovação.
- Ultimamente ando sonhando com a mesma coisa. Esse mesmo menino. Ele fez parte da minha infância, e depois não fez mais. Ele desapareceu. Como as coisas que costumam me rodear. Talvez ele nunca tenha existido.
- Você teve outro ataque depois daquele último?
- Não. Eu acho que não.
- Só acha?
- Eu voltei a acordar na banheira. Minha cabeça não para de doer. E esse menino não cansa de aparecer em todos os quadros que agora estou pintando.
- Você lembra do nome dele?
- Eu lembro, eu sempre lembro. Mas quando acordo, o nome também desaparece.
- Sabes que as coisas que não existem, não tem nome. E se esse menino tem, então ele deve existir. Deve estar em algum lugar, procurando seu autorretrato...
- Ah Kathy de novo não...
- De novo sim. Eu não vou descansar até conseguir sua permissão de abrir uma galeria na faculdade com seus quadros, e depois uma galeria independente, quem sabe? Imagine o quanto você pode crescer...
- Eu não quero crescer, Kathy. Eu só quero pintar.
Kathy suspirou, lhe deu um sorriso singelo, tristonho, e se levantou do sofá para cruzar os braços e lhe encarar de frente.
- Você conseguiu alguma notícia dela?
- Dela? Não. Você sabe que nunca vou conseguir.
- Está mentindo de novo.
- Estou falando a verdade.
- Não, não está.
- Mesmo que eu a encontrasse, o que aconteceria, Kathy? Ela me rejeitaria de novo? Me abandonaria de novo? Não é isso que as mães fazem? Se você não se torna o que elas querem, se você não se transforma no que elas sonham, elas não te abandonam? E depois procuram algo que possa preencher as expectativas delas?
- Não fale assim.
- É a única coisa que tenho pra falar.
- Você sente falta dela.
- Eu sinto. E é por isso que a odeio. Porque a amo, e amá-la me dói, me faz mal, porque eu não sei como acabar com esse amor. Ele permeia, ele é uma fortaleza na qual não posso entrar e, no entanto, essa fortaleza está dentro de mim porque é minha. Você pode me entender?
- Perdoar as vezes é mais fácil do que as pessoas pensam, Belial.
- Mas eu já a perdoei. Você não entende? Eu a perdoei desde o começo, porque não há nada nesse mundo que vá destruir o amor que sinto pela minha mãe. E eu queria odiá-la. Queria desprezar sua existência. Mas quando eu acordo na banheira, precisando de um punhado de remédios, depois de um sonho orgânico sobre um menino que me amou e me protegeu dos meus fantasmas, o que eu mais preciso é do abraço da minha mãe. E isso não me destrói, isso me deixa apenas... Indefeso? Acho que sim. Ou seria carente? Eu não entendo nada disso, Kathy, eu entendo a textura de um quadro, a qualidade de um pincel. Eu compreendo os pigmentos e a aquarela diluída na água. Mas eu não entendo o que pode acabar nesse quadro, eu não entendo as formas que eu faço, o menino francês que está lá, ficando cada vez mais forte até se tornar insuportável de ver. E esse amor é como eu, ele está alí apenas por estar, ele apenas existe. E ele é esse desenho no quadro.
Belial riu, mais para si mesmo do que para Kathy. Ele teria falado alguma coisa sem sentido? O abraço de Kathy respondeu. Sempre afetuosa e presente. Cuidando dos remédios de Belial e do seu apartamento. Quase um filho escondido. Kathy, com seu cheiro de perfume amadeirado, seus cabelos castanhos e cheios como um penteado seiscentista, seu suave delineador nos olhos felinos e a base sutil no rosto oval, ocultando apenas um pouco as rugas nas bordas, na beleza amadurecida, na pele parda. As roupas habitualmente sérias e discretas e os sapatos com saltos médios. Ele amava seu abraço, sua amizade, seu instinto materno para com ele. A professora que o amparara quando ele teve um ataque no meio da sala de aula.
- Bem, preciso ir. Pense na sua exposição na faculdade. Agora preciso ir buscar a Miriam no colégio.
- Tchau, Kathy. – Belial se levantou, sorriu e lhe deu outro abraço e um beijo na bochecha.
- Ah, quase ía esquecer. A amiga da Miriam vai ver uma apresentação de ballet do irmão no teatro Diamond e nos convidou. – Kathy abriu a bolsa e vasculhou aquele mundo feminino até tirar um papel meio encardido e grosso. – Aqui, comprei um ingresso pra você. Falte na faculdade hoje, vá ver essa apresentação, talvez você se sinta melhor. Ballet faz bem e nos deixa mais leves.
Belial apenas sorriu e pegou o ingresso. Aquilo era o seu “obrigado”.
Kathy se foi e ele voltou para o estúdio. Dessa vez sem medo da iluminação exagerada, afastou as cortinas, abriu as janelas para receber o ar do décimo sétimo andar, e a penumbra dos quadros foi assassinada cruelmente pela curiosidade do seu criador.
Estavam lá, doze quadros no total, e em todos eles, o mesmo menino francês, no começo da sua adolescência. Os cabelos negros pintados de verde, e o rosto branco pintado de vermelho, sempre com toques escuros na junção das duas cores para moldar sua silhueta e os detalhes do seu rosto, a roupa azul. E o céu, o céu atrás da gangorra, das árvores próximas a uma casa, da rua vazia e da janela do seu quarto, um cinza fosco, desbotado, quase branco, um branco lutando pela sua independência em ser cinza. O céu em todos os quadros era o mesmo, o menino e sua roupa azul em todos os quadros era o mesmo. O que mudava era um detalhe ou outro. Um balancinho quebrado, um carrinho sem suas rodas na grama, as mãos do menino sujas de tinta. Ele era pintor também?
E por que doía tanto lembrar seu nome? Doía tanto imaginá-lo mais próximo, mais íntimo? Não um irmão, não um amigo, não uma miniatura paterna, mas um amante.

~
Louis
Lunn acordou, entre um espanto e um alívio. Olhou para o seu braço todo coberto de gazes e faixas, recebendo o soro, e olhou para o outro, que não estava lá. Era um ombro, um resto e mais nada. Estaria sonhando? Sim, deveria ser um sonho, tinha que ser um sonho. Levantou o toco também enfaixado, e a ausência era forte, insuportável, não doía, pois estava tudo anestesiado, mas sua falta era pior do que o desespero pleno e autêntico. Conseguiu sentar na cama e viu Louis jogado no sofá, dormindo e encolhido como um feto, usando um braço como travesseiro e o outro como ursinho de pelúcia, os cabelos negros sobre os olhos e a boca entreaberta.
Começou a ter uma crise. Ele não conseguia acordar do sonho, e o medo que sentiu quando começou a pensar que tudo aquilo era real sequestrou sua sanidade e deixou um casco vazio dele mesmo, alí com um toco que antes fora um braço entrando em necrose.
- Louis... – ele tentou gritar, mas saiu um timbre rouco e fálico, um sussurro patético.
Ele tentou tirar o soro, mas tudo o que aconteceu foi um toco de braço se movimentando no ar.
- Louis... – ele insistiu, e a voz saiu um pouco mais audível. Louis abriu os olhos num susto, bocejou e esticou os braços, para caminhar até ele, inexpressivo.
- Está tudo bem?
- Louis, isso é um sonho, não é? – seu rosto fez a pior expressão de horror.
Louis apenas balançou a cabeça, crispou os lábios e jogou os cabelos lisos para trás, exibindo a testa pálida e sem qualquer ruga.
Não.
Algo lá dentro de Lunn havia acabado, e o impossibilitou de chorar. Louis se sentou na ponta da cama, olhou para os sapatos e depois para Lunn, não havia nada no seu rosto, tristeza ou compaixão. Não havia nem alívio.
- Você pode ir embora, se quiser.
Ele não respondeu.
- Louis...
- Seria tão fácil, não?
- Pode ir, Louis.
Louis o fuzilou com o olhar, e Lunn sempre sentia arder na pele a fúria daquele que ele amava.
- Eu não quero você aqui.
- Que inusitado. E depois?
- E depois o quê? Não está feliz o suficiente em me ver assim?
Louis riu, um riso seco, o primeiro sentimento naquele quarto.
- E depois, Lunn? Você vai tentar fazer isso de novo com o braço que te restou, tentar me chamar de novo e repetir tudo mais uma vez até que você se sentir satisfeito de estragar a minha vida?
- A sua vida? Por que você é tão egoísta?
- Egoísta? Cala a porra da sua boca, seu veadinho hipócrita.
Louis se levantou e ficou ziguezagueando pelo quarto, com as mãos sobre a cabeça, apertando-a, concentrando toda a sua raiva nos poros de sua pele até conseguir fazê-la evaporar. Ele queria mais do que qualquer coisa dar um soco no rosto de Lunn.
- Já disse que você pode ir embora.
- Você nunca vai me deixar ir embora, Lunn, é por isso que eu estou aqui nesse maldito hospital repetindo todas as vezes que já cuidei de você e não tive o amor próprio suficiente pra te deixar apodrecer naquela merda de apartamento.
- Isso não é verdade.
Louis pela primeira vez expressou no desenho do seu rosto pálido o que sentia. Frustração.
- Me diga que, quando eu sair daqui, você vai me deixar em paz?
- É isso o que eu sou pra você? Um estorvo?
- Por favor... – ele se acalmou, abaixou a voz, e o olhou com seriedade. – Apenas me diga isso, e eu vou embora.
- Então tudo se resume nisso?
- Você quer que eu vá embora. Me dê esse motivo.
- Louis, eu não quero que acabe...
- Lunn, por que você não cansa de se ferir? – Louis agora era uma máscara de raiva. – Quando foi que alguma vez começou?
- Você vai jogar tudo pelo ralo porque lhe é mais conveniente?
- Como você tem coragem de falar isso pra mim? Jogar pelo ralo? Não sou eu que tenho uma dependência mórbida pelas pessoas porque sinto esse complexo de carência exacerbada pelo que está à minha volta, e depois destruo tudo o que toco com um piscar de olhos.
Lunn tentou chorar, mas não saía nada a não ser os seus gemidos lamuriosos.
- Nós nunca tivemos nada?
- Só... – Louis respirou fundo, abaixou a cabeça, fazendo seus cabelos negros e livres voltarem para a testa até colocá-los de volta para trás com as mãos. – Me deixa ir embora de você.
Lunn abriu seus olhos o máximo que pôde para Louis, enquanto seu cenho se contorcia como uma cortina sendo fechada, e sua boca se entreabria em horror ou talvez desespero. Ou os dois juntos. Ele queria unir as mãos, abraçar o próprio corpo, se proteger da despedida. Mas não tinha mais como. Ele mesmo se abandonara. Ele não estava mais lá. Era um resto.
- Eu não... Não quero.
- Lunn, isso pouco...
- Louis. O que... O que eu sou, se não posso amá-lo?
Ele desistiu. Pegou seu casaco no sofá, vestiu-o, foi no banheiro lavar o rosto e voltou sem olhar para o que estava sentado na cama, dirigindo-se logo para a porta.
- Morra Lunn. Eu não te suporto mais.
Lunn não conseguia enxergar mais nada. Suas pupilas dilataram.

~
Briana
Ela se levantou, com cuidado, ou talvez nem tanto. Apoiou-se na cama e se sentou, seus olhos fitavam as mãos ossudas, os dedos longos, macios. Pele e ossos, cabelos e íris. Era um respirar pesado, um ofegar, um descompasso maldito de um tempo que ela não sabia controlar, embora desejasse que isso acontecesse. Sua cabeleira ruiva bagunçada, puxada, enrolada em mãos grotescas para que ela pudesse emitir, ou tentar emitir, seus gritos. E depois sua testa sobre o chão, sua cabeça batendo grotescamente no tapete do quarto, a calcinha rasgada e as pernas abertas.
Ela se lembrou do sonho, lembrou que não conseguia acordar, que continuava afundando sem sua pérola. Tomaram-lhe a pérola. Onde está a minha pérola, meu pescador?
E agora seu ofegar, seu respirar, era pior do que seus pulmões se enchendo de água e a ardência salina da água fustigar seus olhos com rancor. Aproximou os dedos longos, esticados, monstruosos, próximos aos lábios secos, subordinados de sua pequena boca. Uma gota de tinta rosada, uma pétala de cerejeira. Alí estava o hálito, o ar como uma leve brisa morna.
Nolan abriu a porta, sorridente e suado e o rosto, uma textura da plena alegria exacerbada. Sua apresentação fora um espetáculo, o teatro inteiro aplaudira de pé, e apenas um homem saiu no começo do primeiro bloco de valsas. Rosto este que caiu bem no momento em que viu Briana petrificada na cama, sentada como uma boneca. Ele também prestou atenção no quarto bagunçado, o abajur quebrado, e o tapete com uma mancha estranha, escura, incompatível com a atmosfera do quarto, da noite sem estrelas na janela e da cortina bege oprimida num cantinho.
Ele se sentou ao seu lado, segurou sua mão esquerda enquanto Briana ajeitava a franja ruiva com a direita para o lado e roía os resquícios do último esmalte nas unhas. Ela não conseguia olhar para ele, embora Nolan fosse seu último abrigo no mundo.
- O que aconteceu, Briana? – Foi a pergunta que ela não queria que ele dissesse.
Nolan apertou sua mão.
- Briana, fale comigo, você está me assustando.
- Não... A casa foi invadida por um ladrão e...
- O QUÊ? Você está bem?
- Eu estou.
Falar aquilo era algo parecido com enfiar uma faca no próprio peito, ou rasgar os pulsos com ela, abrir o próprio pescoço, enfiar a mão – literalmente – na garganta. Eu estou.
- Briana.
- Eu estou bem, Nolan. – sua boca dizia, e seus olhos sendo cobertos pela franja ruiva negavam isso. Estavam fundos. Mórbidos. Assistindo um réquiem de um sonho em que ela própria era empurrada por trovões vermelhos, para o fundo do mar.
- Briana, fale comigo.
Briana congelou, seus braços morreram no vácuo e ela se sentiu afogada em alguma coisa, que se lembra de alguma coisa. Ela queria falar, contar, descrever o acontecido, mas tudo o que saía da sua voz eram aqueles malditos “estou bem”, repetidos, insistentes, irritantes para o irmão preocupado na sua frente. Sentiu vontade de chorar, mas o choro estava cancerígeno na garganta, em nódulos e sangue, e a cada vibração nas cordas vocais doía.
- Eu estou bem.
- Briana, pare com isso. Você está me deixando nervoso.
- Nolan, eu...
- Briana, por favor. Seja o que for que tenha acontecido, eu vou te ajudar.
Briana o olhou com anseios nas pálpebras, nas mãos, nos dedos longos e finos, os ombros tensos, o corpo mordido, chupado. As pernas abertas e aquela dor aguda. E de novo, e de novo, em estocadas constantes, insuportáveis.
- Você sabe que me tem para tudo, Briana. Só fale para mim. Eu estou ficando com medo.
Ela sentiu seus olhos umedecerem e olhou para o enorme espelho no lado esquerdo do seu quarto, contrário ao banheiro, ao carpete, o espelho que fê-la assistir tudo enquanto aquele desconhecido aproveitava seus momentos de pura liberdade e deleite. O espelho que a acusava, que a atormentava dia após dia, que a obrigava a tirar o café da manhã aos vômitos e estragar sua faringe e laringe com tanto ácido estomacal regurgitado direto para o vaso sanitário.
Ela se levantou, e caiu, as pernas lhe falharam e ela se esforçou para se sentar na cama novamente. Nolan pulou em cima da cama para socorrê-la e ela o repeliu com toda a força que lhe restava.
- Sai. – a voz fálica ecoou em alto e bom som, e Nolan se afastou sem conseguir compreender mais nada. – Não me olhe. Não quero que me olhe. Eu vou me destruir.
- Briana, por favor, me conte o que está acontecendo. – E as lágrimas que deveriam estar escorrendo dos olhos de Briana, escorriam pelos de Nolan.
Briana se apoiou nos braços e conseguiu se sentar na cama de novo, enquanto o irmão se levantava e se afastava, olhando com horror para a mancha no carpete. Ele sabia o que aquilo significava, embora sustentasse suas esperanças nas palavras que Briana poderia proferir sobre aquilo, desmentindo tudo o que ele achava que fosse. Um ladrão invadiu a casa, e depois? Ele deveria tirá-la dalí, levá-la imediatamente ao hospital. Mas ela agora o repelia como se ele também fosse um desconhecido. O que ele tinha que fazer? Esperar?
Briana se derreteu ao chão mais uma vez, e mais uma vez voltou para a cama, até conseguir dar os próprios passos em direção ao espelho, e concentrar sua dor no seu punho, sua raiva no seu punho, sua fraqueza, sua impotência, sua completa ausência de autoproteção. E com toda a força da sua alma, não do seu estado físico, pois nele não havia nada que pudesse ser aproveitado, ela esmurrou o espelho uma vez e uma rachadura enorme surgiu, partindo sua imagem gorda ao meio, e na segunda Nolan pulou sobre o seu corpo para impedi-la de destroçar a pele do seu punho, a na terceira nem Nolan pôde fazer seu discernimento da realidade funcionar.
- Briana!
E Briana já estava afogada no reflexo abstrato de si mesma.










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Andrew Oliveira
Photografia: Bell Soto

Um comentário:

  1. nossa... tô confusa. Afinal, não era apenas um sonho? :O

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