Solitude, darkness and love


"I don't wanna admit, but we're not gonna fit"

segunda-feira, 28 de maio de 2012

Heavy


Parece tão estranho quando o meu próprio quarto se ilumina
Há uma distância, as sombras se movem como cortinas
Eu volto para trás, caminho com cuidado, escondo minhas chagas
O frio e o meu olhar buscam o teu sangue.

É dada uma visão, uma panorama de um amor nonsense
É da forma universal que brincamos de nos encontrar
A falha de uma parede, um corredor estreito, desafixado
Não tanto incompreensível que eu não possa chamar de meu.

A rua está úmida e o sol nasce gelado, as asas se fecham
Escuras, brumas, enormes e quebradas
Talvez seja por isso que não consigas mais voar
Eu te persigo, e corro atrás das tuas sombras, tua projeção desmesurada.

É incomensurável, infinito, tosco, mal-formado
Essa visão torta e falha, embaçada dos meus mínimos anseios
Eu não serei poluído pelo teu calor, ele já esteve aqui e não estará mais
Pode ser simples o padrão dos meus disfarces, mas não me entenda.

É delicado como o fruto desta noite, às canções mundanas
A folha pálida de um quase esquecimento, o olhar mais despencado
Quando despercebo a necessidade, não estás mais por alí
É uma súplica, uma informal humilhação, como posso te amar.









~














Verano

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