Solitude, darkness and love


"I don't wanna admit, but we're not gonna fit"

quarta-feira, 1 de dezembro de 2010

Oráculos e o natal


Ah, lá vem eu mais uma vez. Sim. E espero que estejam gostando de Oráculo das Feras, a primeira parte já está nas suas últimas emoções, onde a guerra se instala cada vez mais em Pandora e Valhala, onde rei Osíris e rainha Ísis lutam pela sobrevivência sendo protegidos pelos subalternos que eles tanto ignoravam, onde os papéis se inverteram, e agora quem está no comando são os vilões, onde os mocinhos às vezes pensam mais em si mesmos do que no bem de outrem, onde a cobiça e a ira são apenas detalhes mínimos de desejos e objetivos ainda maiores, onde segredos e traições fazem parte do cotidiano conturbado e desesperador desses personagens que, eu espero que tenha pelo menos um cativante. Enfim.

Agora, falando de mim. Passei de ano (tirei cinco notas 10, em Filosofia, Sociologia, Língua Portuguesa, Literatura e... Matemática [!]), graças a Deus, e espero continuar assim ano que vem. Mas pois sim, ano que vem estarei no terceiro ano do Ensino Médio, e passar o dia inteiro praticamente estudando --' . Espero ter tempo para postar por aqui, espero mesmo. Ah, e faltam apenas 12 dias para a minha viagem à Manaus *O*, isso não é ótimo? Claro, claro.

Ah... Cá estou ansioso pelos novos capítulos de Stella Para Sempre no blog do meu amigo Louie, ouvindo Goldfrapp e bolando dominar pelo menos um mundo com Oráculo das Feras. Vocês não fazem ideia do quanto me anima escrever essa nova série de contos capciosos, e o quanto me entristece estar chegando o natal.

Não que o natal seja péssimo pra mim. A questão é que eu acho o natal pra lá de triste, me sinto um velho de 80 anos acordando com alguma artrite na véspera 24 e no dia 25, não que eu tenha más lembranças também, afinal, eu adoro comida de natal, em especial o peru (sem mais detalhes). Mas é que tem alguma coisa, alguma força, que me deixa triste, me deixa pra baixo, como se fosse o prelúdio de mais uma dor. Mas como eu posso explicar? Imaginem que vocês possam ver através do reflexo da água as suas futuras mortes, e podem ter certeza que vocês vão morrer. Um acidente de carro, por exemplo, e aí vocês nunca vão conseguir andar de carro de novo, porque vão ter medo de morrer num provável acidente. Mas aí já seria culpa de algum barbeiro, ou se um parente inconveniente (e sempre vai existir esse tipo de parente) estivesse bêbado. Tá, foi um péssimo exemplo, nem eu tô entendendo agora.

Mas enfim, é uma tristeza meio que nostálgica, bucólica. Como se fosse um pequeno sonho, onde várias coisas acontecessem num minuto durante o sono, e eu lembrasse delas até o dia 31 de dezembro. É, o dezembro é lindo, poético, cheio de luzes e alegria, onde também há uma certa falsidade imperando com gente que você nem olha mais na cara vem te desejar feliz natal. Certo, não podemos viver de passado, não é? Mas o passado faz parte de nós. E nenhum pedido de desculpas ou futuro pode mudar isso.

Tenham boas festas (=

















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Black Cherry

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