Solitude, darkness and love


"I don't wanna admit, but we're not gonna fit"

quinta-feira, 8 de abril de 2010

Revolução



Era 21 de novembro de 1965 quando Björk Gudmundsdóttir nasceu na cidade de Reikjavík, capital da Islândia. Uma sociedade muito padrão na época, ela já se mostrava aos 5 aninhos ter uma voz sublime e faro para poesia e música. Aos treze anos, com pessoas sedentas por grana, empurram-na muito cedo na carreira da música, Björk sofreu pressão por todos os lados. "Você tem que ser sempre a melhor", "você não pode falhar", era isso que Björk vivia ouvindo, muito cedo ela foi proibida de ser ela mesma para ser uma imagem da sociedade que todos querem ver. E, então, ela se rebelou.
aos 15 anos, quando convidaram-na para fazer outro álbum do jeito que outros queriam, não do jeito dela, mandou todos se foderem!
Participou de várias bandas até perceber que a essência artística certa deveria ser feita com apenas ela e ela mesma, e, sozinha, ela chegou ao topo que está hoje. Todos os dias eu me inspiro nela, eu respiro a essência que é ser Björk, por ser ela mesma o tempo inteiro, por vencer as barreiras e dogmas da sociedade revolucionando nas suas músicas que mais parecem um quadro pintado num mundo dos sons. Nas suas poesias, no seu jeito de ser, por não se importar com padrões idiotas que a humanidade impõe, essa humanidade presa e travada, que considera uma "loucura sem sentido" uma arte que, na verdade, tem muito mais sentido do que ela possa imaginar.

Sabem o que eu penso sobre aquelas pessoas que querem me botar pra baixo?

Sabem o que eu penso sobre aquelas pessoas que me acham um excêntrico, um louco, um doido varrido?

Sabem o que eu penso sobra aquelas pessoas que não querem que eu chegue nas minhas vitórias?

Sabem o que eu penso sobre aquelas pessoas que querem me domesticar e me transformar em apenas mais um na multidão?

Sabem o que eu penso sobre aqueles que tem inveja do meu brilho?

Sabem o que eu penso sobre aqueles que falam mal de mim? Que não entendem as minhas atitudes?

Sabem o que eu penso sobre aqueles que me pressionam, querendo que eu seja apenas mais uma imagenzinha patética e "boazinha" da sociedade?

Eu realmente sinto uma tristeza terrível por eles serem tão ridículos, ao ponto de querer que eu mude o meu pensamento, a minha arte.

Olhem para o rosto desta mulher, uma expressão única, lembrem-se dela, nunca esqueçam deste rosto, pois, algum dia, serei eu a estar no lugar dela, com esse mesmo olhar:





Eu venci!





Andrew Oliveira, prazer ;)

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